Uma das prerrogativas das discussões do círculo fechado da moda é de que Moda pode ou não ser Arte. De fato, uma está atrelada a outra, pois suas histórias, do ponto de vista eurocêntrico, andam em paralelo, se construindo vice-versalmente, e verbalmente, com suas forças culturais, sociais e, também, políticas. Para o pesquisador Brunno Almeida Maia, a discussão é superior. Em seu projeto Literatura e Moda, criado em 2012, ele partilha seus pareceres baseados em pensadores como Walter Benjamin, Guy Debord, Friedrich Nietzsche, Hannah Arendt, Simone de Beauvoir, Michel Foucault, Jacques Rancière, Virginia Woolf, entre outros, ratificando que, assim como na arte, a moda possui suprassumo filosófico para ser estudada e compreendida em diversos âmbitos. No novo curso que ministrará na Galeria AMDO, em Belo Horizonte, nos dias 03, 04 e 05 de agosto, ele traz à tona as narrativas e nos convida para um debate. Abaixo, confira algumas reflexões que ele deixou para o IT’S nessa entrevista.

Site IT’S: A AMDO é um espaço que une arte e moda, provando mais vez que, além de negócio, a moda também anda lado a lado com a arte. Qual a importância de falar sobre o tema, de acordo com as perspectivas que estarão em pauta durante o curso?

Brunno Almeida Maia: Interessante a sua pergunta, pois as pessoas que mais contestam que a Moda pode ser (não significa que seja) arte são os profissionais da Moda, quando utilizam o argumento de que Moda é negócio; mas a arte também, não é? As feiras estão aí como testemunhas. No programa do curso “Constelações Visionárias”, passaremos por temas como a separação entre Artes e Ofícios no Iluminismo do século XVIII, que culminou na distinção entre o que é criação do espírito (da mente), como a arte, e o que é criação do corpo (das mãos), como a vestimenta. Nesta filosofia, como sabemos, o espírito como portador da Razão “esclarecedora” possui méritos, ao passo que o corpo, fonte de todas as paixões da alma e de suas afecções, são deméritos. Ainda, o surgimento de nomes como Charles Frederick Worth, em Paris, e Lucile, em Londres, como pioneiros da Alta Costura, que colocaram, pela primeira vez, nas etiquetas das roupas suas assinaturas, espécies de “auras”, como nas pinturas assinadas pelos artistas do Renascimento. Abordaremos também as parcerias, como a da italiana Elsa Schiaparelli e Salvador Dali, Giacomo Balla e os futuristas, e Yves Saint Laurent e Piet Mondrian. No limite, e essa será a ideia da reflexão: o que faz um objeto ser considerado obra de arte? Penso que existe aí, e deixo em aberto a questão, uma relação com a transcendência da temporalidade imediata, e o caráter da obra de arte ser prenhe de significações, fontes inesgotáveis de releituras que, inclusive, suspendem qualquer possibilidade de apreensão racional.

IT’S: Como surgiu a ideia e a vontade de criar o projeto Literatura e Moda?

Brunno: Tudo começou no ano de 2012, no atelier do estilista brasileiro Walter Rodrigues. Fui aluno do Walter, ainda “guri”, por volta dos 13 anos de idade. Naquela época, não tínhamos, como atualmente, a facilidade de conexão e acesso à Internet. Então, tudo era novo e possuidor de uma aura magnífica. Neste curso, o Walter levou um vídeo de um desfile da Comme des Garçons. Aquilo foi imediato, fiquei fascinado e instigado pela possibilidade em se “pensar” moda, para além do consumo imediato, das revistas massificadas, das imagens que transitam no senso comum. Daí, que na visita ao atelier do Walter, quase doze anos depois, eu disse: “Sinto muita falta em ter um curso como aquele, que devolva a magia à moda, o suspiro e o olhar de espanto”. Walter retrucou: “Vamos [ele já me incluía na história] pensar algo com literatura e moda”. Meses depois, o procurei novamente, com o projeto em mãos, incluindo a ementa, o conteúdo programático, a metodologia e a bibliografia do curso. A primeira experiência aconteceu nas Oficinas Culturais Oswald de Andrade, em 2013. Após a mudança do Walter (ele foi para Caxias do Sul – RS), conheci outro visionário, o chapeleiro Eduardo Laurino da FASM – Faculdade Santa Marcelina. A paixão foi imediata, pois as nossas loucuras e intuições são muito parecidas. Trabalhar o tema da relação entre a literatura e a moda me levou para a minha própria história pessoal, para a narrativa da minha vida e da minha família, pois a minha avó materna, na pequena cidade de São João de Oriente (MG), na década de 50, era a principal costureira da cidade. Cresci ouvindo que em seu atelier, as histórias, durante as provas de roupas, eram contadas. Assim, ela sabia, como uma “sábia guardiã”, desde relatos felizes, tristes, de esperanças e desejos. Foi imediata a percepção do declínio das costureiras de bairro, das vilas e das pequenas cidades; demiurgas, que conservavam um “saber-fazer” e “saber-viver”, que transmitiam toda uma tradição material, oral e afetiva. Logo, fui para o texto “O Narrador – Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov” (1936), do Walter Benjamin, que apresenta a ideia do declínio da narrativa e dos artesãos. Atualmente, a pesquisa se desdobra em duas linhas: a literatura e a moda, e a moda e a filosofia. De lá para cá, além de passagens pelos Sesc Ipiranga, Sesc Consolação, Sesc Pompéia, CPF – Centro de Pesquisa e Formação Sesc SP e Fábricas de Cultura, recebi o convite, em 2015, para integrar a equipe de pesquisadores do livro “Moda Vestimenta Corpo”, no qual assino um capítulo de análise da literatura e a moda, das palavras e as roupas, no romance “Lucíola (1862), de José de Alencar. Para 2017, estou preparando o livro-tese resultado de toda a pesquisa, que deverá ser lançado pela mesma editora, a Estação das Letras e Cores.

Moda, literatura e arte: uma entrevista com Brunno Almeida Maia

Simone de Beauvoir, uma das pensadoras estudadas por Brunno. Foto: Reprodução

IT’S: O que poderemos esperar do curso “Constelações Visionárias”, da Galeria AMDO?

Brunno: “Constelações Visionárias” não é somente uma extensão e ampliação da pesquisa sobre a Literatura e a Moda, iniciada em 2012, como é um desdobramento sob a perspectiva da relação entre a Moda, a Arte e a Filosofia. Neste percurso de 04 anos, me filiei a autores como o ensaísta, o crítico e filósofo alemão Walter Benjamin (1892-1940), importante para se pensar a questão – deixada por Karl Marx – do capitalismo cultural no século XIX, especificamente na Paris Moderna. Há, ainda, uma aproximação com autores e pensadores como Guy Debord, Adorno e Horkheimer para se pensar a questão da imagem na sociedade do espetáculo ou na Indústria Cultural, um diálogo com Jean-Jacques Rousseau com a questão do gosto e “civilidade”, Simone de Beauvoir e Judith Butler, esta última com o conceito de performatividade, para refletir sobre o Agender (Moda sem gêneros), Charles Baudelaire com a Modernidade, Michel Foucault, Gilles Lipovetsky e Gilda de Mello e Souza, para propor uma espécie de “novo dandismo”, calcado na “escrita de si”, enfim, uma série de novos autores. Neste sentido, procurei pensar, na senda do Benjamin em sua tese de livre docência “A Origem do Drama Barroco Alemão (1928), a questão da alegoria, que significa, grosseiramente, allo-agorein, “dizer de outro modo”. Ou seja, o caráter transitório e efêmero da significação no alegorista é proposto para a roupa e para a Moda, enquanto objetos de estudos. Significa dizer com isto, que buscamos na roupa e na Moda o que ela pode conter de conceitos fenomenológicos e metafísicos – daí estamos no campo da Filosofia – como o tempo, a consciência, o dualismo aparência/ essência, a identidade, etc. A estrutura do curso foi elaborada a partir de temáticas, sempre relacionando a Moda, como “Moda e História”, “Moda e Arte”, “Moda e Corpo”, “Moda e Autoral/ Artesanal” e “Moda e Memória”.

IT’S: Você propõe uma reflexão sobre a moda no contexto do capitalismo cultural do século XIX. Qual a importância dos cartógrafos e arqueólogos nesses momentos de crises econômicas e identitárias que estamos vivendo?

Brunno: A ideia de identidade, tão reivindicada pelos criadores de Moda, sempre aparece com aspectos negativos e positivos desde a Modernidade. Por um lado, há toda uma exigência, com o surgimento do espaço social – esfera da aparição pelo comportamento, no qual a Moda dialoga desde o século XIX – das construções identitárias. O costureiro japonês Yohji Yamamoto afirma que o seu interesse pelas fotografias do XIX, sobretudo as do fotógrafo alemão August Sander, nasce dessa força de expressão identitária que a vestimenta da época possuía. Noutras palavras, as roupas representavam uma “essência”, seja ela a da profissão, da classe social, dos gêneros, das idades e das ambições intelectuais ou materiais. No aspecto negativo, a Modernidade, ao ser uma ruptura com a Tradição, traz uma espécie de “vacilo identitário”, aquilo que a Profa. Olgária Matos (UNIFESP) vai chamar de “expatriamento transcendental” do homem moderno. Tivemos 04 feridas narcísicas desde o XIX, passando pelo XX, que solaparam, e ocasionaram a “crise do eu”: Freud com a descoberta do inconsciente, e com ele, ao contrário do que se imaginava não é a consciência o que garante a identidade do “eu pensante” (Descartes), e sua relação com o mundo dos fenômenos, mas o inconsciente, justamente este “Deus freudiano”, que quase nunca temos acesso. Depois, Marx, mostrando que a história da humanidade não é a história da religião, mas de uma sobrevivência e disputa pelos meios de produção, desde a Grécia até a Modernidade, ou seja, é a ideia de luta de classes. Em seguida, Nietzsche, que mostrou que os conceitos e valores como “bom e mau”, “bem e mal”, “justiça e pecado”, são criações humanas, demasiadamente humanas. Por último, Darwin, que fez o homem “descer do salto” ao mostrar a sua linha genealógica, descendendo dos primatas. Ora, na Moda, até a Moda de Cem Anos, para usar uma conceituação do filósofo francês Gilles Lipovetsky, tivemos esta busca de uma identidade. A partir da década de 50/60, pós guerra, com a mudança geopolítica, o surgimento do prêt-à-porter, e o ideal de beleza se deslocando para a juventude, temos, na esteira de um Maio de 1968, costureiros como Yves Saint Laurent, que vão reivindicar a autoralidade do estilo. O que é o estilo? É a possibilidade de me refazer constantemente até encontrar aquilo que almejo, a minha identidade a partir do meu histórico pessoal, transitando por diversos criadores, marcas e imagens de moda. Estamos naquilo que o Lipovetsky chama de Moda Aberta. Com a “invasão” dos japoneses na Paris dos anos 80, e dos belgas nos anos 90, não tivemos apenas um repensar as formas do corpo, a desconstrução e o contradizer o que era belo, usável, “moda” e “roupa”, mas, penso eu, na esteira da pesquisa, um questionamento das identidades ocidentais. Não é à toa, que no mesmo período, final dos anos 80, tivemos uma das maiores crises no ocidente, que vinha se desenhando desde a Guerra Fria, a saber, a Queda do Muro de Berlin, que representava o declínio das ideologias escatológicas no ocidente, sobretudo, o comunismo de modelo soviético. O que viveríamos adiante? Ainda, no repensar das identidades e das formas do corpo por esta geração de costureiros e criadores, procuro, na pesquisa, relacioná-la anacronicamente – na Filosofdia isto é possível de ser feito – com a filosofia de Nietzsche e os escritos sobre a Modernidade do poeta francês Charles Baudelaire. Ambos, aos seus modos, compreendiam a Modernidade como a queda, ou a morte, de Deus. Historicamente, Deus, como criador da natureza e do homem à sua semelhança, na tradição judaico-cristã, era a medida para as criações artísticas. Os modernistas romperam com esta concepção, propondo – pensemos na fase cubista de Pablo Picasso – um novo repensar o corpo, o repensar da figura humana, em suma, repensar se aquilo que nos dava uma identidade – o divino – não passava de um “essencialismo” aprisionador. No contemporâneo, o que nós temos é a ideia das identidades nômades, não fixas, que transitam em diversas possibilidades geográficas, como numa condição labiríntica, num deserto do real. Daí, a importância do arqueólogo como aquele que, pelos arquivos, mostra o que “deixamos de ser”, e do cartógrafo como o que sai às ruas à procura do “que seremos”. Trata-se nesta metodologia, existente em Foucault e desenvolvida por Gilles Deleuze, em decifrar as “constelações” no céu das ideias para criar um futuro prenhe de possibilidades.

IT’S: Como a moda acompanhou as principais mudanças da contemporaneidade a partir desse novo século?

Brunno: Com a “Moda Consumada”, a partir dos anos 80, a Moda, enquanto “instituição não instituída”, não diz respeito somente às roupas, mas ela vai prolongar, estender e ampliar suas leis, imagens, temporalidades e ciclos para os modos de vida, passando pela política, pela economia, pela arte, pelas relações amorosas, etc. A recente aceleração no modo de produção capitalista, que com a Moda se traduz, desde os anos 2000, no fast fashion é a face hipócrita desta questão, pois já não temos mais as “medidas de gosto”, e nem o tempo necessário para saciar os desejos. Vivemos hoje naquilo que chamo de banalização do próprio desejo. Filosoficamente, desejo é sempre a carência de algo. Atualmente, dizer-se carente é uma vergonha sem precedentes, mais ainda, desejar constantemente é a própria dilatação deste desejo, que, ao fim e ao cabo, se traduz num empobrecimento psíquico e no declínio da experiência, pois nenhuma consciência suporta tanto choque de demandas; é necessário tempo para se traduzir a percepção vivida em experiência refletida. Num texto intitulado “O que é o contemporâneo? (2009), o filósofo italiano Giorgio Agamben se pergunta: o que faz o homem ser um homem contemporâneo? Na senda de Nietzsche, responde ele: o contemporâneo é o intempestivo. Ora, para evocar alegoricamente a temporalidade, e a produção subjetiva do sujeito de conhecimento contemporâneo, Agamben se apropria da “dialética” – como pensamento da contradição – da Moda. A Moda, para ele, não é possível ser medida por nenhum relógio ou cronometro, uma vez que dizer que estou na Moda é um contrassenso, pois ao acreditar que estou em determinada tendência ela já passou. Tal como a Morte, que chega no instante do indizível anulando a Vida, a tendência na Moda é essa passagem efêmera da temporalidade, ou seja, “ela é um é, e um não mais” simultaneamente. Esta reflexão pode ser transferida para a instantaneidade do fast fashion, seja pelo tipo de produção subjetiva que estamos criando com esta temporalidade, ou pelas mesmas imagens de moda que circulam pelos quatro cantos do mundo, ainda, pela não relação de proximidade e afetividade, consequência do capitalismo, com o produtor, o artesão ou o criador daquela imagem/roupa. Neste relógio uníssono que é a Moda, se perguntarmos: “que horas são nos continentes?”, ela responderá: “Exatamente meia-noite no mundo!”. Ao contrário do que afirma o Bauman, não vivemos uma “era líquida”, antes fosse, a água na tradição literária e filosófica tem uma simbologia muito bela de maternidade, de criação, do feminino. Vivemos em tempos destroçados, em ruínas. Mas não sou pessimista, sempre observo os movimentos com tentativas de rupturas. Só temos uma escolha diante deste impasse: quebrar o relógio, ressignificar a nossa relação com a materialidade, portadora de memória afetiva, e devolver, a nós mesmos, a humanidade, a arte e a beleza das relações e dos encontros, a poesia, nem que seja apenas uma ínfima centelha do que restara.

Moda, literatura e arte: uma entrevista com Brunno Almeida Maia

Cena do filme “Maria Antonieta”, de Sofia Coppola. Foto: Reprodução

IT’S: As discussões sobre corpo e gênero ganharam força nos últimos anos e, também, com a ajuda das redes sociais. Como podemos entender a conjugação entre Moda e Corpo diante das prerrogativas da tendência agender?

Brunno: Costumo dizer em minhas aulas e escritos, que a história da Moda no ocidente pode ser lida como a história do corpo. Um dos exercícios de laboratório de criação dos bons figurinistas é o de decalcar apenas as formas das indumentárias de épocas passadas, desta maneira, ele segue a forma de determinado período histórico, mas intervêm, criativamente, com novas texturas, materiais e cores. Façamos o mesmo exercício, percebendo, em qualquer livro ilustrado de História da Moda, que tudo aquilo não passa de um registro das mudanças, continuidades e descontinuidades das formas do corpo. O homem, desde que se aculturou, sempre teve um fascínio pelo prolongamento, disfarce, ressignificação das formas corporais. O chapéu nada mais é que a primeira, e grandiosa, maneira de alongar, esticar, transcender a nossa condição natural e biológica, assim como as roupas, as maquilagens, os piercings, as tatuagens, as escarificações. Tudo isto para dizer que é inseparável um pensamento de Moda que não seja comprometido com o estudo do corpo como linguagem. Ambos, Moda e corpo são significantes que geram significados múltiplos. A Profa. Dra. Kátia Castilho, da Editora Estação Letras e Cores, tem um trabalho de doutoramento sobre a relação entre corpo e moda como linguagens da semiótica. O ponto profícuo da pesquisa é a abordagem de como, historicamente, desde o XIV até o XX, a Moda sempre moldou o corpo generificando-o, ou seja, estabelecendo, num teatro de sutilezas, formas que correspondem ao masculino e ao feminino. Claro que se observarmos as imagens da Corte Francesa no XVIII, por exemplo, há toda uma “androginia”, ou melhor, um trânsito dissimulado e teatralizado dos gêneros. Com a ascensão da burguesia, como classe que se emancipa no pós Revolução Francesa – o horror começou aí – temos um corte incisivo nas roupas e as suas consequentes generificações. Evidente, que onde há poder há resistência, as excentricidades dos dândis, como Brummel, Oscar Wilde e George Sand, no século XIX, em plena conservadora Era Vitoriana estão aí como testemunhas. O objetivo da pesquisa do curso é o de desmistificar a ideia de que o Agender seja uma invenção do contemporâneo. Assim como devemos desprezar toda a Tradição que é opressora, devemos desprezar, na mesma medida, aqueles que suprimem o que há de relevante e belo nesta Tradição. Quero dizer com isto, e daí a importância do trabalho metodológico do arqueólogo e do cartógrafo, que as coisas não surgem do nada, há toda uma história descontínua a ser escrita, pensada, elaborada. A história, nestes termos, é a desnaturalização do visível. Se hoje vivemos a tendência Agender, e espero que ela não seja efêmera, isso se deu graças a nomes como Nietzsche, Charles Baudelaie, Georges Bataille, Simone de Beauvoir, Michel Foucault, Judith Butler, aos costureiros japoneses e belgas dos anos 80 e 90, e aos pintores modernistas que repensaram as formas do corpo. E se for verdade que é pelo corpo que pensamos, é também verdade que repensar as suas formas corresponde ao pensar o próprio pensamento: é isto que se dá o nome de reflexão crítica.

Constelações Visionárias – A relação entre Moda, Arte e Filosofia com Brunno Almeida Maia
Datas: 03, 04 e 05 de agosto de 2016 (quarta, quinta e sexta-feira).
Horário: das 19h às 22h30.
Local: Galeria AMDO, Rua Cachoeira Dourada 44, Paraíso, Belo Horizonte – MG.
Telefone: (31) 98874-6310.
Valor: 150,00 (cento e cinquenta reais).
Inscrição: de 14 a 29 de julho de 2016, pelo site www.amdo.com.br/galeria/
20 vagas.

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